
Foste de viagem... a distancia é insuportável às vezes...
Não pelos kilometros e sim pela ausencia do teu ser...
Aquele ser que era o meu herói e hoje é o corpo sem alma que mais me destrói...
Não sinto saudade, não sinto vontade, não sinto nada para além de raiva e solidão...
Solidão que não tem cura, por mais bons amigos que tenha... pessoas que me fazem mais feliz sem dúvida... mas não te tenho a ti, não tenho a familia tradicional... nem sei se o que tenho é apelidável de familia...
Tenho muito pouco... alguns terão menos é certo... mas doi-me o que eu não tenho, doi-me o que sinto falta...
Sinto falta do teu colo, dos teus beijos doces e apertadinhos, da tua mão na minha quando passeavamos pela praia... de me sentar ao volante do teu carro e pensar que iamos fugir pelo mundo!
Sei que nada disso volta... nem tu vais voltar... estás longe... de mim, de ti, do mundo... e cada vez mais perto do fim...
Se não estivesses tão longe... tudo seria melhor para mim!

1 comentário:
Deusa Lua,
Ao lermos este texto, é inevitável deixar de pensar em quanta tristeza, mágoa, saudade, solidão que sentias enquanto davas formas às palavras.
Tudo estados de alma, assim como outros mais alegres e com mais cor de que és certamente merecedora.
Em forma de te dizer: compreendo as tuas palavras e ofereço-te o meu ombro, transcrevi um texto que encontrei:
Solidão não é estar só…
Isso não…
Da tua ausência o peso frio e mudo.
Do teu vazio meu pranto magoado.
Do teu afastamento passos sem eco.
Dos dias sem ti meu cantar apagado.
Procurar-te perdida entre a gente.
Sonhar-te calada na minha carência.
Viver na densa sombra descontente.
Querer o teu aconchego mas em vão.
Isso sim…
Isso é… Solidão!
(desconhecido)
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