
sábado, maio 31, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
sábado, maio 24, 2008
Grande Onda...
Sentado no molhe de rochas gastas pelo rebentar das ondas, o solitário pescador lançava de novo o anzol nas profundezas das águas. Sophia observava-o de longe, mas com uma enorme vontade de chegar mais perto. Perguntar o que já tinha pescado, saber o que fazia ali num dia tão frio… enfim! Curiosidades repentinas do espírito…É difícil falar de experiências pelas quais não passamos, falar daquilo que os outros nos dão a conhecer através do seu mundo. Mas, na verdade, é muito mais complicado falar do que nós próprios vivemos e mais ainda do que sentimos. Nunca sabemos se a mensagem é captada integralmente. Todos gostam de formar opinião, mostrar que também sabem algo sobre este ou aquele assunto, enfim, mostrar o que há de adulto em nós. E no Amor? Será que alguma vez somos adultos o suficiente para falarmos de Amor? Há quem diga que no amor tudo é pouco. Não há satisfação possível, há sempre algo que falta no imenso puzzle da eternidade!
O amor, esse fogo que arde sem ver... o sentimento dos sentimentos, a força que ultrapassa qualquer limite da razão. O impulso devastador de uma onda em dias de tempestade... será o amor mais forte do que nós?... e quando ele não existe no coração das pessoas, quando ele não as faz vibrar... ou quantos de nós faz estremecer com um simples olhar, um simples entrelaçar de dedos, um suspiro inacabado... contido... cheio de ansiedade!
Sem quase compreender o seu gesto, Sophia movimentou-se e quando deu por si estava sentada junto ao pescador… contemplava serenamente o mar quando o homem sem hesitar gritou bem alto: - Agarre-se que está é grande! Era tarde para fugir, a onda embateu violentamente nas rochas e subiu até lhes passar por cima… Foi uma espécie de banho automático… dos pés à cabeça… sentiram a força violenta da água que escorria pelas rochas embatendo nas suas costas e que os tentou arrastar para a vertigem do mar profundo. Depois do susto riram sem parar, estavam completamente encharcados. Rafael perdeu toda a pescaria de uma tarde e algum material valioso. Após o riso chegou o frio... Deixaram o pontão e foram aquecer-se num pequeno café junto ao cais. Rafael ausentou-se para ir ao carro. Voltou com outra roupa vestida e trazia na mão umas calças e uma t-shirt.
- Tenho sempre equipamento extra no carro já por causa dos imprevistos, é o mínimo que posso fazer.... antes que adoeça. Apesar de estar um dia de sol, não deixa de ser Novembro.
- Mas... e se não nos voltarmos a ver?
- Fico sem duas peças roupa. Pior será se ficar doente...
- Não era nada positivo. Começaram hoje as minhas férias.
- Ah! Também gosta de passar férias em Sesimbra?
- Também, mas neste momento estou só de passagem... vou mais para Sul. Não muito, aliás quase nada.
Sophia e Rafael conheceram-se daquela forma aparatosa... e sem motivo combinaram ir pescar novamente para recuperarem o stock que o mar tinha reclamado.
Rafael era professor de educação física, e estava apenas a passava mais um fim de semana na sua casa de Sesimbra. Para Sophia, Sesimbra tinha sido o destino de um momento de reflexão antes do início de mais uma jornada. Era o seu primeiro dia de descanso, ao entardecer partiu para Troia. Apesar de desconhecidos, sem vislumbrarem o passado e, principalmente sem saber se haveria futuro... sentiram-se próximos, ligados um ao outro... por uma onda e talvez para sempre...
O Tempo das Cinzas...
Título
um dia se o sol nascer
e a vida toda devagar eu perder
glorifico este momento
no sol na lua que se move
encontro as ondas as marés
onde a eternidade está
o que me resta senhor!
abraçar esta vertigem
de alegria em glória
será alta a alma e a poesia
o encontro dos astros na vitória
vou de mãos vazias navegadas
pés descalços de pisar a terra
olhos adormecidos ao sol
lábios a pedir beijos à alvorada
a lua sentada a oriente
braços estendidos desmaiados
mãos triunfantes em teus beijos
outrora pão a minha boca penitente
Henrique Levy
um dia se o sol nascer
e a vida toda devagar eu perder
glorifico este momento
no sol na lua que se move
encontro as ondas as marés
onde a eternidade está
o que me resta senhor!
abraçar esta vertigem
de alegria em glória
será alta a alma e a poesia
o encontro dos astros na vitória
vou de mãos vazias navegadas
pés descalços de pisar a terra
olhos adormecidos ao sol
lábios a pedir beijos à alvorada
a lua sentada a oriente
braços estendidos desmaiados
mãos triunfantes em teus beijos
outrora pão a minha boca penitente
Henrique Levy
sexta-feira, maio 23, 2008
SOL LUCET OMNIBUS...
No Silêncio vivem mil e uma emoções...
No Silêncio...
No amanhã...
No adeus ténue de um sorriso...
No cair do pano...
Na ilusão...
Na imensidão de seres e contra-seres!
Na linha distante do horizonte...
No fim...
O Silêncio!
domingo, maio 18, 2008
sábado, maio 17, 2008
domingo, maio 04, 2008
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