"Durmo e desdurmo.
Do outro lado de mim, lá para trás de onde jazo, o silêncio da casa toca no infinito. Oiço cair o tempo, gota a gota, e nenhuma gota que cai se ouve cair. Oprimi-me fisicamente o coração físico a memória, reduzida de nada, de tudo quanto foi ou fui. Sinto a cabeça materialmente colocada na almofada em que a tenho fazendo vale. (...) Tudo é tanto, tudo é tão fundo, tudo é tão negro e tão frio..."
Bernardo Soares- Livro do Desassossego
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